quarta-feira, junho 30, 2010

Das artes

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Há que inscrever uma nova arte: a arte da calma.
Pratiquemos, então.
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Das artes #1

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Depois lembrei-me disto. É sobre uma coisa diferente, mas ainda assim. Lembrei-me dela a inscrever talvez na categoria #Catálogo das artes.
Entretanto, vale a pena o livro (sublime) "A Morte de Um Apicultor", de Lars Gustafsson.


"Devia ter utilizado o tempo melhor do que desperdiçando-o como professor primário em Väster Våla e depois como apicultor reformado antecipadamente, aqui.
Lista de formas de arte segundo o seu grau de dificuldade:
1. Erotismo
2. Música
3. Poesia
4. Drama
5. Pirotecnia
6. Filosofia
7. Surfing
8. Romance
9. Vitral
10. Ténis
11. Pintura a aguarela
13. Pintura a óleo
13. Retórica
14. Culinária
15. Arquitectura
16. Squash
17. Halterofilia
18. Política
19. Trapézio
20. Pára-quedismo
21. Alpinismo
22. Escultura
23. Bicicleta artística
24. Malabarismo
25. Arte do aforismo
26. Construção de fontes
27. Esgrima
28. Artilharia

Há uma que não consigo colocar na lista: a arte de suportar a dor. Isso deve-se a que ninguém até agora conseguiu transformar isso numa arte. Deve-se também a que é a única forma de arte em que o grau de dificuldade é tão elevado, que não existe nenhum participante."

Lars Gustafsson, A Morte de um Apicultor
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À laia de conclusão

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Somos o que somos, gostamos do que gostamos & os nossos amigos gostam de nós. P(r)onto.
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terça-feira, junho 29, 2010

não é por nada, mas eu acho que o carrossel já parou*

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Há coisas que são estranhas. E são estranhas as coisas que não estranhamos, quando estranhas são. E se é estranho tudo isto, o que eu estranho mesmo é não estranhar. estranho, não?
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*e esta frase, aliás emblemática, encaixa tão bem aqui, oh so.

segunda-feira, junho 28, 2010

Intimacy


Preparing, originally uploaded by A Outra Voz.

Momento nos bastidores da peça Tartarugas e Migração, pelo NNT-FCT-UNL.
Teatro da Comuna, FATAL 2010.

sexta-feira, junho 25, 2010

Saramago vs. Deus


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Não resisto. O "Um sábado qualquer" é um dos meus sites de tirinhas favoritos e de leituta visualização obrigatória, todo construído à volta das peripécias de Deus - que "contracena" com Saramago nesta tirinha.
"Fofinho" fazer uma tira como esta. :D
& em dia de "jogo irmão", em que fiz o meu primeiro directo (no caso para a Sic Notícias, que se dúvidas houvesse, agora é que bateu mesmo no fundo), aqui fica.
E um imenso sorriso, como não podia deixar de ser.
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quarta-feira, junho 23, 2010

Moral da estória

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Às vezes ter um bom inglês só atrapalha. Porque as pessoas que têm um mau inglês percebem pior - e tenho isto mais do que comprovado. Dou por mim a tentar inventar um "broken english" para tentar comunicar melhor com elas - e é tãoo complicado comunicar com elas sometimes!
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terça-feira, junho 22, 2010

Precisely!


Precisely!, originally uploaded by A Outra Voz.

Bairro Alto, Lisboa
Nem de propósito... :)

segunda-feira, junho 21, 2010

Manual de navegação

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No fundo a mensagem é esta: há muita coisa boa à solta por aí.
Mesmo em momentos de maior "desilusão" (let's call it like that) o que é preciso é manter a calma. Como quando se está debaixo de água, ou a ficar sem ar: a tentação é perder o pouco ar que se tem na agitação.
Nada disso (e contra mim falo): manter a calma, respirar de forma pausada, não se deixar agitar. Mais cedo ou mais tarde aparece, mais cedo ou mais tarde, no ritmo certo tudo toma o seu lugar.
Há muita coisa boa à solta por aí, sim, o que importa é saber ver, o que importa é saber esperar.
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sexta-feira, junho 18, 2010

Os amigos amigos velhos

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Adoro os meus amigos mais velhos (ou pelo menos aqueles em que estou a pensar).
Por "amigos mais velhos" entendo aqueles que, nitidamente, o são: em primeiro lugar, que são amigos mesmo; em segundo, que têm idade para ser meus pais (ambos os géneros, entenda-se) e quando estamos juntos estamos como tal, ou seja, eu como mais nova e eles como mais velhos. Não são como aqueles amigos em que diferença de idade não se nota; aqui nota-se, sim, e isso é mesmo um ponto a favor.

Gosto de ter amigos assim. Gosto quando, como hoje, me dizem carinhosamente "Tu ainda és muito nova" e como isso foi uma demonstração de carinho e não de outra coisa qualquer (porque os amigos a sério não o fazem assim).

É bom quando pessoas como estas habitam o nosso mundo. Quando o meu "top" se expande e sobem e ainda superam o lugar que lá têm. Que bom.
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Saramago: a morte saiu à rua

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Morreu José Saramago.
E em relação a isto não há nem pode haver quaisquer palavras.
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segunda-feira, junho 14, 2010

ohio in the end

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I made a mistake in my life today
everything I love gets lost in drawers
I want to start over, I want to be winning
way out of sync from the beginning

Looking for somewhere to stand and stay
I leaned on the wall and the wall leaned away
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(Um dia vou parar de ouvir isto. Por agora talvez ainda não. É só mais um bocadinho, ok?)

I was carried to Ohio in a swarm of bees
I never married but Ohio don't remember me
I still owe money to the money to the money I owe
I never thought about love
When I thought about home
I still owe money to the money to the money I owe
The floors are falling out from everybody I know


picking apples, making pies

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Stay out super late tonight
picking apples, making pies
put a little something in our lemonade and take it with us

Tiptoe through our shiny city
with our diamond slippers on
do our gay ballet on ice
bluebirds on our shoulders

Turn the light out say goodnight
no thinking for a little while
lets not try to figure out everything at once
It’s hard to keep track of you falling through the sky
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sexta-feira, junho 11, 2010

loop bloop gloop

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Make up something to believe in your heart of hearts
so you have something to wear on your sleeve of sleeves
so you swear you just saw a feathery woman
carry a blindfolded man through the trees
showered and blue-blazered, fill yourself with quarters
showered and blue-blazered, fill yourself with quarters

You get mistaken for strangers by your own friends
when you pass them at night under the silvery, silvery citibank lights
arm in arm in arm and eyes and eyes glazing under
oh you wouldn’t want an angel watching over
surprise, surprise they wouldn’t wannna watch
another uninnocent, elegant fall into the unmagnificent lives of adults




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quarta-feira, junho 09, 2010

Faces three


Faces, originally uploaded by A Outra Voz.

Hmm, já alguma vez aqui disse como ♥ a minha Lumix?
Ah, e a mágica colina que vai de S. Bento ao Bairro Alto, alguma vez? :p
Esta foi por aí.

trambus open


trambus open, originally uploaded by A Outra Voz.


Via dei Fori Imperiali, Roma - (com o Coliseu em pano de fundo, onde mais seria?)

Já que estamos numa de reflexos (e no meio da paragem técnica), aqui fica mais esta.
Entretanto só para lembrar que tudo isto é feito à mão - ou a golpe de olho!, como seria melhor dizer - sem grandes pós-produções ou efeitos espaciais.
Com a minha pequenina Lumix, mas por quem foi amor à primeira vista - e não me deixa ficar mal.
Um truque: fazemos sempre a vontade uma à outra. O que ela não quer eu não faço; quando quero fazer o que ela não quer, encontro forma de a fazer pensar que está a fazer outra coisa diferente. Grande truque, não?

Como de reflexos se fala, não esqueçais de ir ver a exposição da Mafalda Melo, fotógrafa mais do que versada (e glosadora) de artes que tais. É na Imagerie, Santos & São Bento e só está até dia 18 de Junho.

listas, inventários & outras formas de felicidade

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É uma experiência fácil - e já a fiz várias vezes com os meus queridos, amados & adorados alunos (btw, uma das melhores coisas de todo este ano inteiro): as listas de coisas.

Uma boa notícia na semana que passou;
Uma coisa em que sejam bons;
Uma coisa que gostem de fazer;
E o mais que a imaginação ditar.

O resultado: fala-se, a aula (ou o que seja) começa com um ice breaker que não leva mais do que 5 a 10 minutos e toda a gente começa cheia de boa disposição.

Hoje dei por mim a constatar isso, de forma involuntária. Os pequenos prazeres (che poi, a la fine, são os que mais aprecio
- é assim e não há nada a fazer, as big things ou o afrodisíaco de andar a brincar ao poder a mim não me excitam minimamente) e o que vale mesmo a pena e gosto de fazer.

Diria, e aconteceu hoje por acaso: chegar a casa, parar, não fazer um monte de coisas mas fazer coisas pequeninas com tempo, saborear, private practice, os amigos, as coisas boas, assim.

Porque há coisas que valem sempre a pena e outras não.
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segunda-feira, junho 07, 2010

there's such a mess in my head!

Florença, frescos da cúpula da Catedral
& vitral

sábado, junho 05, 2010

Possível sumário

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TORMENTO DO IDEAL

Conheci a Beleza que não morre
E fiquei triste. Como quem da serra
Mais alta que haja, olhando aos pés a terra
E o mar, vê tudo, a maior nau ou torre,

Minguar, fundir-se, sob a luz que jorre;
Assim eu vi o mundo e o que ele encerra
Perder a cor, bem como a nuvem que erra
Ao pôr do sol e sobre o mar discorre.

Pedindo à forma, em vão, a idéia pura,
Tropeço, em sombras, na matéria dura,
E encontro a imperfeição de quanto existe.

Recebi o batismo dos poetas,
E assentado entre as formas incompletas,
Para sempre fiquei pálido e triste.

Antero de Quental

E quanto, deus, oh como...
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Vertigo


Just Hold!!!, originally uploaded by A Outra Voz.

Vista do Duomo, Florença
Itália

sexta-feira, junho 04, 2010

Adenda

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É aditado um n.º 4 ao Artigo Único, com a seguinte redacção:

"4 - Toda a gente tem direito a, após terminada a duração imprevista nos números anteriores, sair da reclusão interior e sentir-se muito melhor."

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Right!

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Artigo Único
1 - Toda a gente tem o direito inalienável a "curtir a deprê".
2 - O direito previsto no número anterior pode ser exercido a qualquer tempo e por qualquer duração, não dependendo de aviso prévio.
3 - O exercício do direito previsto no n.º 1 não depende de qualquer fundamento, independentemente de o titular do mesmo o poder conhecer.


(Ainda por cima, e por sugestão, pus-me a ouvir The National. Uiiiiiii..........)

poste @ Garbatella


post @ Garbatella, originally uploaded by A Outra Voz.

O meu bairro favorito de Roma.
(Para quem não sabe, é o bairro da viagem de motorino inicial do Querido Diário do Moretti.)
Roma, Itália (where else? ;))

Diários do (não) Poder - reloaded

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É sempre bom revisitar os Diários da Assembleia da República:

-Sr. Presidente, corremos o risco do patético, o risco de imitar a orquestra do Titanic — tocar desesperadamente à liberdade enquanto a liberdade se afunda.

É só poesia por aqui! :)
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quarta-feira, junho 02, 2010

roma | amor


roma | amor, originally uploaded by A Outra Voz.

Via dei Fori Imperiali, Roma
Entre o Coliseu e a Piazza Venezia.
Sim, porque quando se chega a Roma é *obrigatório* ir dizer olá ao Coliseu, assim como
- Olá, cheguei!
Ao Vaticano desta vez é que não fui... E ainda por cima dizem que os gajos vêem tudo... ups!

terça-feira, junho 01, 2010

O problema das camisas

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Quando se soube que tinha ganho o Nobel, Saramago estava algures em viagem. Quando regressou, foi primeiro a Espanha e só depois veio a Portugal.
Na altura, quando lhe perguntaram porquê, respondeu muito simplesmente:
- Porque quando se anda em viagem tem-se sempre um problema, que é o problema das camisas. E eu fui a casa tratar das minhas, porque já não tinha camisas lavadas.

No outro dia estava em Lisboa, com um grupo internacional. Entre eles havia um italiano, com casa em Espanha, a dar aulas em Lisboa e nos Estados Unidos. Quando se lhe perguntou "Onde mora?", a pergunta soou estranha...
- Bom, não sei bem responder. Mas digamos que "casa" deve ser o sítio onde se vai lavar a roupa, e nesse sentido sim, posso dizer que moro em Roma.

Tudo isto para dizer que estou de momento com o "problema das camisas". Não tenho muitas "camisas" lavadas e não sei bem onde as lavar. Às vezes há que parar, mais não seja para tratar disto. Mesmo assim, há que ficar num sítio o tempo suficiente para que elas possam enxugar. O que vale é que agora é Verão...
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Coisas (quase) perfeitas

Este post, por exemplo.
E "O que Diz Molero", do Dinis Machado, pois claro.
Sniff.

Insomma & @Lisbon

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Às vezes nada melhor do que a globalização.
(You know what I mean.)
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